Sobre flood e gramática

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Sobre flood e gramática

Mensagem por Halo VIII em Ter Out 07, 2008 3:29 am

Eu não gosto muito de ficar dando esse tipo de aviso que vim postar aqui, porque um aviso pode intimidar, ainda que não seja imposição da nossa parte mas uma recomendação, mas fiquem livres para se sentir à vontade. Nietzsche já dizia que só se manda naquele que não sabe obedecer a si mesmo.

A regra dos 3000 caracteres mínimos para cada post já foi exaustivamente discutida em "a bronca é livre". Neste tópico chegamos a um consenso - entre administração e contestadores da regra - de que vez ou outra um post com menos de 3000 caracteres não seria problema.

Mas quando colocamos uma regra não é só por consideração ao colega que vem postar com esmero, desenvolvendo ao máximo a situação e seu personagem, para o outro chegar e dar um "feedback" de meia dúzia de palavras; a regra beneficia a própria pessoa que está postando, porque quando fica muito fácil desovar um post, o cara inicia uma desova ensandecida em tudo quanto é tópico e ele não dá tempo para outros criarem interações com ele.

Quando o jogador tem algum trabalho para postar, não é só que ele é obrigado a caprichar no texto, ele acaba se vendo desencorajado de inundar vários tópicos seguidamente - flood quer dizer literalmente "inundação".

O pior problema para quem não tem esse carinho pela "regra dos 3000", é que o tal camarada desmotiva os outros de interagirem com ele.

Uma dica que eu posso dar: enquanto você espera - tipo, coloca um prazo de um ou dois dias pelo menos para te responderem - tem muito material para ler neste fórum, então você pode ir se pondo em dia, baixar um manual de clã da internet, ou a Máscara, ou os guias da camarilla e do sabá, ir se aprofundando no clã que você quer para o seu personagem.

Gostaria de aproveitar e dar umas dicas sobre gramática. Eu sempre vejo pessoas que escrevem bem tropeçando em alguns pontos de gramática que são o divisor de águas entre o bom "escrevedor" e o cara que manja mesmo.

O verbo haver no sentido de existir é impessoal e não comporta plural.

Não existe, por exemplo, "haviam tantas pessoas na festa"... O certo é HAVIA pessoas. Não existe "haverão outras oportunidades no futuro." O correto é HAVERÁ oportunidades. Quem é que fala "hão passarinhos cantando à minha janela"? É para se dizer HÁ passarinhos. Pelo mesmo 'motivo', no passado e no futuro o haver também não tem versão no plural.

Toda vez que se usa o haver no sentido de existir, ele não pluraliza. Mesma coisa para o verbo ter substituindo o haver/existir - "TINHA tantas pessoas naquela festa" e não "tinham tantas pessoas", porque neste o caso o ter está assumindo a função do haver/existir.

Quando o haver e o ter são usados como os verbos auxiliares do pretérito-mais-que-perfeito, aí sim eles pluralizam, por exemplo: "eles tinham feito (ou haviam feito) várias coisas no sábado e por isso se permitiram dormir o dia inteiro no domingo."

Também vejo que nem todos entendem para que serve ou a "verdadeira finalidade" do pretérito-mais-que-perfeito. Ele é o passado do passado. Se o tempo da narração já está no passado e você vai se referir a um passado ainda anterior, é para isso que existe o pretérito-mais-que-perfeito. Exemplo:

Ontem, segunda-feira, eu tive uma prova bem difícil. Felizmente eu havia me preparado muito bem para ela no domingo. → Eu 'tinha/havia (me) preparado', no pretérito-mais-que-perfeito composto, ou 'me preparara', na versão do pretérito-mais-que-perfeito simples.

Oportunamente, pretendo aparecer aqui com mais recomendações gramaticais. Quanto melhor a escrita de um jogador, mais gritantes ficam determinados erros redacionais da parte dele.
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Halo VIII
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